Capítulo Um Prólogo (Novo livro, peço recomendações e que o adicionem aos favoritos)
Há demasiados mistérios no universo, e aquilo que chamamos de ciência, sociedade e civilização não passa de uma ínfima fração, uma parte minúscula e iluminada em meio ao desconhecido. Neste exato instante, existe um ser de imenso poder — talvez seja Jesus, talvez Deus, talvez o próprio Buda… seja lá o que for, é uma existência grandiosa de uma dimensão superior, além de nossa compreensão.
Em um centésimo de milésimo de segundo, tal entidade voltou seus olhos para o nosso mundo, para a nossa civilização, e, como quem vira uma ampulheta, tomou, ao acaso, algum “elemento”, algum “lugar” — o alicerce do universo, a Lei! — e, com um gesto despreocupado, a inverteu.
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O verão estava no auge; o calor abafado fazia o humor de todos oscilar entre o aborrecimento e a impaciência.
Li Xu estava sentado diante do computador, passando uma toalha úmida pelo rosto e pelo pescoço, na tentativa vã de enxugar o suor gorduroso. Naquele momento, meditava sobre um grande dilema: deveria continuar preenchendo as lacunas de sua obra ou, simplesmente, abandonar tudo e “castrar-se”?
Não se engane: Li Xu era um escritor online, do tipo que se esforça até a exaustão, mas que, em dois anos de carreira, já abrira incontáveis histórias — a maioria delas, por mil e um motivos, deixara inacabadas, ou, como se diz no meio, “castradas”.
Quanto a isso, Li Xu só podia lamentar e se sentir contrariado, incapaz de aceitar tal destino. Diante das críticas dos leitores, sempre argumentava com convicção: “O autor também é humano, precisa comer, tem sonhos, tem aspirações… Com esses resultados, sem recomendações, sem assinaturas, e vocês ainda insistem em ler versões piratas… O que eu posso fazer?!”
E agora, mais uma vez, era chegada a hora de tomar essa decisão.
Talvez por já ter passado por isso tantas vezes, Li Xu já se acostumara; por isso, dessa vez, parecia imperturbável.
Que termine assim, então!
Após alguns instantes de melancolia, fechou a página, abriu o software de escrita e começou a refletir sobre os parâmetros e o esboço de um novo livro.
“Transmissões de outros mundos estão em alta? Pois eu transmito para o mundo inteiro — você vai ter que assistir, querendo ou não… Mundos infinitos e viagens interdimensionais? Que bobagem; por que não uma transmigração infinita com transmissão global? Como assim, isso já existe?… Muito bem, muito bem. Curtidas, recompensas, até mesmo oferendas, fé, energia espiritual — tudo isso pode ajudar o protagonista a crescer e se fortalecer, pode fazer com que o mundo por onde ele passa amadureça e se torne mais estável, até mesmo evolua para um universo próprio… Perfeito, é o verdadeiro gênese, a verdadeira ascensão. Depois, o mundo criado pelo protagonista invade a realidade, trazendo para cá uma legião de escolhidos que se tornam contratantes, dotados de poderes extraordinários só vistos na fantasia…”
Li Xu se empolgava cada vez mais, seus dedos voando pelo teclado. “Assim, sob o pano de fundo da civilização moderna, a fantasia colide com a realidade, o absurdo se faz real, novas coisas surgem sem cessar, o velho é constantemente subvertido, destinos de incontáveis pessoas são invertidos… Quantos acontecimentos interessantes não surgirão disso?”
Li Xu estava completamente fascinado pelo panorama que ele próprio desenhara. “Se eu misturar todos esses elementos, não acredito que não conseguirei dez mil assinaturas, que não serei um verdadeiro deus! Hahaha…”
Pois bem, sempre fora assim durante a preparação de cada novo livro — como se a obra, ao nascer, fosse abalar céus e infernos. Contudo…
Desta vez, até o próprio destino parecia cansado de observá-lo!
No auge de sua excitação, de repente, um trovão rasgou o céu limpo — “crack!” — e Li Xu, junto de seu computador, foi envolvido por uma explosão de luz intensa, faíscas elétricas dançando ao seu redor…
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