Capítulo 1: O Retorno a Quioto

Setelah aku meninggal, sang pangeran durjana meratap hingga tembok kota runtuh. Teh dari Gang Selatan 2531kata 2026-03-11 06:42:07

No início de outubro, o tempo já trazia consigo um leve frio, quando um navio zarpou das águas do Rio Yuan.

A embarcação mercante, rompendo as ondas em direção a Jinghe, singrava as águas rumo ao norte, deixando atrás de si um rastro prateado.

De pé no convés, Cui Yunrong sentia o vento gélido do início do inverno açoitar-lhe o rosto, e um calafrio percorria-lhe involuntariamente os membros.

Naquela manhã, a família Cui regressava à terra natal coberta de glórias, graças à vitória retumbante nas fronteiras. Seguiam pela mais próspera rota fluvial de Biantang; ao longo do trajeto, funcionários e o povo se acotovelavam nas margens para saudá-los, e o prestígio da família atingia o auge... Diante de tamanha honra, uma sensação irreal, como se atravessasse séculos, cruzou o coração de Cui Yunrong. Se não estivesse envolta em um pesado manto de pele, quase poderia acreditar que ainda se encontrava naquele calabouço gélido e sombrio.

— Senhorita, depois de passarmos por Yangzhou, Shèngjīng estará bem próxima de nossos olhos! — exclamou Caiyun, a aia, incapaz de ocultar a excitação.

— Já estamos tão perto de Yangzhou? — perguntou Yunrong.

— Sim, e ouvi dizer que hoje também é o dia em que o príncipe herdeiro retorna à capital, após um ano de luto. Quem sabe não tenhamos a sorte de encontrá-lo? — disse Caiyun, o rosto iluminado pelo sorriso sonhador típico da juventude.

No entanto, a expressão de Cui Yunrong subitamente se fez fria como geada.

Trinta anos no sul do país, o príncipe herdeiro regressara à capital após o luto, mas foi emboscado nas águas de Yangzhou; naquele exato momento, a família Cui, que por acaso passava, salvou Song Yanyi.

Aquela também foi a primeira vez que ela e Song Yanyi se encontraram — o prelúdio trágico do primeiro encontro com o homem a quem estava prometida... Ele usara o sacrifício de sua família como degraus para ascender ao ápice do poder imperial.

Pai, mãe, e até mesmo a irmã mais querida...

Nenhum escapara ileso; todos foram vítimas da desgraça.

A amiga íntima de infância, Zhao Xian’er, filha da família Zhao, tornou-se de um dia para o outro a esposa legítima de seu marido.

E o guarda das sombras, a quem ela mesma criara com tanto cuidado, revelou-se, afinal, o “cão fiel” plantado por sua amiga ao seu lado.

Por tudo isso, ela não culpava o destino, apenas lamentava sua própria cegueira ao julgar pessoas.

Por sorte, o destino lhe concedera uma segunda chance.

Agora, aos dezesseis anos, era apenas a futura princesa consorte, noiva de Song Yanyi.

Tudo ainda podia ser salvo...

Desta vez, jurava não repetir os mesmos erros.

— Senhorita, o que houve? Seu rosto está tão pálido... — Caiyun a fitava com preocupação.

Yunrong desceu do convés sem responder, atravessou o corredor e entrou na cabine principal.

Ali, um homem de meia-idade entretinha-se com uma antiga espada, manuseando-a com deleite. Ao perceber a presença da filha, ergueu os olhos, surpreso:

— Ah Huan?

Compondo-se, Yunrong falou:

— Pai, embora Yangzhou pareça tranquila, o fluxo intenso de transportes nos últimos dias pode despertar cobiça. Gostaria de solicitar-lhe dez guerreiros leais para investigar os arredores.

O olhar de Cui Min pousou sobre a filha, carregado de complexidade, mas logo se desfez num sorriso terno:

— Está bem. Farei os arranjos, enviarei dez guardas para você.

— Não, pai, preciso de guerreiros de morte — sua voz soou ainda mais resoluta.

Cui Min hesitou por um instante, mas aquiesceu:

— Está bem. Vá até Chengwu, diga-lhe que é uma ordem minha.

Yunrong sorriu, aliviada:

— Então irei falar com o irmão Chengwu.

Assim que se despediu, desceu apressada ao porão e encontrou Chengwu.

Chengwu, vice-comandante promovido diretamente por Cui Min, ao ouvir que o pedido vinha de seu superior, de pronto destacou dez guerreiros de morte à jovem senhora.

Yunrong conduziu-os até um compartimento secreto.

À luz vacilante das lamparinas, os rostos daqueles homens se destacavam na penumbra. Desde pequenos, lutavam ao lado dos pais, mas sempre sob rígida proteção. Agora, diante dela, viam aquela tez alva e imaculada, não inferior à das mais nobres damas da capital.

Yunrong lançou-lhes um olhar penetrante:

— Tenho algo a confiar-lhes hoje. O assunto requer absoluto sigilo. Todos conhecem as regras da família Cui; jamais faltaríamos com quem quer que seja.

A autoridade que emanava de sua figura bastou para aquietar instantaneamente os ânimos dos guerreiros.

— Por favor, ordene, senhorita.

A beleza de Yunrong, austera, era atravessada por uma determinação inflexível:

— Nesta viagem, quero que vocês assassinem o príncipe herdeiro.

Ao soar tais palavras, o silêncio tornou-se absoluto; todos prenderam a respiração, atônitos.

...

Song Yanyi despertou num sobressalto, sentado na cama, ofegante, a testa coberta de suor frio.

O guarda pessoal, ao perceber, correu para junto dele:

— Alteza, outro pesadelo? Talvez devêssemos buscar um médico entre o povo...

Song Yanyi, lívido, agarrou a mão de Mo Yi, decidido:

— Não é necessário.

Nos olhos de Mo Yi, lia-se a mais profunda compaixão.

Desde que Sua Majestade ordenara que o príncipe guardasse o mausoléu imperial, rumores corriam na corte, dizendo que sua glória se esvaíra. Agora, de súbito chamado de volta à capital, o perigo era evidente; até para buscar um médico, era preciso máxima cautela.

Song Yanyi percorreu o ambiente com o olhar, depois fitou o rio pela janela:

— Chegamos a Yangzhou...

— Sim, já estamos em Yangzhou — confirmou Mo Yi.

O pulso de Song Yanyi aos poucos se acalmou, embora seus olhos ainda guardassem traços de sangue.

Nesse momento, gritos irromperam do lado de fora:

— Assassinos!

Num instante, homens vestidos de negro invadiram o aposento.

Mo Yi reagiu imediatamente, gritando:

— Alteza, fuja!

Mas Song Yanyi permaneceu imóvel, desembainhando a espada num movimento ágil.

— Alteza? — Mo Yi se mostrou surpreso ao vê-lo parado.

O olhar de Song Yanyi brilhou de determinação:

— Não tema. Alguém virá salvar-nos.

— Quem? — indagou Mo Yi, mas só o silêncio respondeu.

Song Yanyi resistia onde podia, mas logo percebeu que os assassinos eram mais numerosos do que em sua lembrança; seu semblante tornou-se grave.

A situação tornava-se insustentável.

Mo Yi apertou a mão do príncipe:

— Alteza, precisamos recuar!

Song Yanyi girou a lâmina, salpicando o rosto de sangue:

— Espere mais um pouco.

Mo Yi hesitava, sem compreender o motivo daquela espera — como se aguardasse por algo.

— Alteza, já não podemos esperar! — gritou Mo Yi, puxando Song Yanyi pela janela, forçando a fuga.

Ao mesmo tempo,

A comitiva dos Cui desembarcava em Yangzhou e, após trocarem o navio por carruagens, logo avistavam os portões de Shèngjīng.

Dentro do veículo, Cui Yunrong abriu abruptamente os olhos, com o punho apertando uma tira de papel recém-chegada, presa a uma pomba-correio.

Desdobrou-a lentamente, e leu as poucas palavras ali traçadas:

— O peixe escapou da rede.

Seu olhar permaneceu frio, sem qualquer emoção à flor da pele.

Em seguida, amassou o papel e deixou que o vento o levasse.

Neste instante, a cortina da carruagem se ergueu e Caiyun sorriu docemente:

— Senhorita, venha! Todos os da família Cui estão à sua espera.

Ao ouvir “os familiares aguardam”, uma pontada de emoção subiu ao nariz de Yunrong.

Dez anos se passaram; as coisas e as pessoas já não são mais as mesmas.

Nesta segunda vida, jurava jamais permitir que sua família repetisse o destino trágico.

— Vamos descer — disse ela, a voz rouca, descendo do veículo apoiada por Caiyun.

Desta feita, com a vitória de Cui Min ao norte, as antigas ameaças de Biantang haviam sido dissipadas.

Dentro e fora de Shèngjīng, multidões se aglomeravam para saudá-los.

Yunrong avistou seu clã; todos esperavam do lado de fora dos portões da cidade.

A família Cui dividia-se em três ramos: Cui Min, o primogênito, marquês de Ding’an, passara a vida comandando exércitos e guardando as fronteiras; o segundo filho, Cui Qian, servia no Ministério da Justiça; o caçula, Cui Song, ocupava um cargo de pouca importância.

Os três irmãos construíram suas famílias, e Yunrong, como filha mais velha da casa principal, fora desde cedo prometida ao príncipe herdeiro.

A família Cui, assim, tornara-se a carta secreta nas mãos do príncipe.

Naquele ano, por um deslize, o príncipe herdeiro enfureceu o imperador e foi enviado a guardar o mausoléu imperial. O filho mais velho da família Cui e seus parentes também foram despachados para as fronteiras do norte, incumbidos de proteger o império.