002. Colega, qual é o seu nome?

Cahaya gemintang yang berkilauan merambat masuk ke dalam mimpiku. Mo Wushuang 1301kata 2026-03-11 14:54:33

Pensou que ela fosse diferente das demais, afinal, era apenas uma estratégia de autopiedade.

— Não deixo meu nome.

Ao ouvir aquela resposta tão fria, Meng Yuan não insistiu; discretamente, murchou os lábios e agradeceu.

Chegando à enfermaria, Gu Xinghe a depositou suavemente sobre a cama, e sem um olhar de despedida, virou-se e partiu.

O médico examinou-a com atenção, constatando que a ferida não era profunda; tratou-a, limpando o sangue, e lhe deu algumas recomendações para o dia a dia.

Ao sair da enfermaria, atravessando o ruidoso campo de jogos, Meng Yuan caminhou lentamente, apoiando-se na grade, e lançou o olhar ao distante campo de basquete, perdendo-se, por um instante, em pensamentos.

Parecia que o entorno silenciara; em seus olhos, apenas a figura de Xia Qinghan correndo, vestida com o uniforme vermelho.

Sob a grade, havia escadas rebaixadas; muitos estudantes sentavam ali para assistir à partida, mas com o ferimento na perna, Meng Yuan não podia saltar o meio metro das escadas para ver tudo de perto.

— Uau, um arremesso de três pontos! Xia Qinghan é mesmo imbatível!

— Vamos, Universidade Haiqing!

Entre gritos e aplausos, Meng Yuan também sorriu, acompanhando a alegria dos demais.

Descobriu, então, que o veterano Xia jogava com tanta destreza, e era tão popular.

No intervalo, os jogadores dirigiram-se às arquibancadas junto às escadas. Xia Qinghan, com seus um metro e oitenta e cinco, corpo esguio, mas firme, era naturalmente a figura mais marcante entre os colegas.

Meng Yuan o observava, sem piscar, enquanto ele se aproximava, parando enfim diante da arquibancada.

Ela abriu os lábios, pronta para chamá-lo, mas viu-se impedida pelo grupo de colegiais exuberantes que o rodeavam—oferecendo água, enxugando seu suor, cortejando-o—quase sufocando Xia Qinghan.

Desanimada, ela apenas observou, o coração apertado de ciúme.

Não era uma jovem extrovertida; já fora um ato de coragem ir ao dormitório dele. Aproximar-se como aquelas garotas, simplesmente não era possível para ela.

Gu Xinghe ergueu a cabeça, bebendo um grande gole d’água, e ao acaso, viu-a junto à grade.

A perna envolta em gaze branca, o sangue limpo—parecia não haver maior gravidade.

Ela, por sua vez, olhava Xia Qinghan com toda atenção; Gu Xinghe, com um leve movimento de olhos, limpou a boca e sentou-se, cruzando as longas pernas e assumindo um ar de indolência.

Lembrou-se de quando chegou à universidade, no primeiro ano: também fora alvo da admiração das estudantes, talvez até mais popular que Xia Qinghan; mas era envolto por um ar gélido, e o olhar de desdém bastava para dispersar as pessoas ao redor.

Após algumas partidas, o afável Xia Qinghan tornou-se o centro das atenções—e Gu Xinghe apreciava aquela serenidade e liberdade.

O telefone tocou; Gu Xinghe atendeu, observando o placar: a vitória estava garantida, mesmo que não jogasse o segundo tempo.

Desligou a chamada, foi até Xia Qinghan, disse-lhe algumas palavras, pegou o saco de bolas e saiu do campo a passos largos.

Meng Yuan o olhou, surpresa—ele tinha porte semelhante ao de Xia Qinghan, e parecia apressado. Ao subir as escadas e alcançar a grade superior, ele passou perto dela, e olhou-a de novo.

Hm?

Ela apertou os lábios, ergueu levemente o queixo, retribuindo o olhar com uma expressão de dúvida.

Após alguns instantes, reconheceu-o: era o colega que a levara à enfermaria.

Parecia um caçador, e ela, fingindo bravura, uma pequena fera—essa garota era deveras interessante.

Pensando nisso, Gu Xinghe curvou os lábios num sorriso e perguntou:

— Qual é o seu nome?

Meng Yuan achou o colega singular; antes, quando o questionou, ele se esquivou. Agora, era ele quem perguntava seu nome—o que significava aquilo?

Com o semblante sempre frio, seria errado ela estar ali assistindo ao jogo?