Pada tahun ketiga puluh satu masa pemerintahan Adipati Xiang dari negara Lu, kekacauan melanda dalam keluarga kerajaan Zhou. Jiwa Li Ran, yang datang dari masa depan, menempati tubuh orang lain. Pekerjaan tetapnya di perpustakaan, lenyap sudah! Sahabat karibnya, telah tiada! Jalan karier yang gemilang, sirna begitu saja! Bahkan dirinya sendiri terpaksa hidup dalam pengasingan. Sungguh malang! Malang! Malang benar! Pada tahun itu, Adipati Xiang dari Lu baru saja mangkat; di negeri Zheng, Zichan sedang mengobarkan reformasi; di negara Jin, enam menteri saling berebut kuasa dalam persaingan terang-terangan maupun sembunyi-sembunyi; Adipati Jing dari Qi memperlihatkan gelagat ambisius; dan di selatan, Raja Ling dari Chu tengah mempersiapkan sebuah drama besar pembunuhan raja yang sebentar lagi akan dimulai... Benar-benar zaman yang kacau balau. Namun tak mengapa—siapa suruh zaman ini bertemu denganku? Aku, Li Ran, aku tidak memilih menjadi raja di masa Chunqiu ini. ———————————————————— Kisah ini diadaptasi dari "Zuo Zhuan". Jika ada kemiripan, itu semata-mata kebetulan. ———————————————————— Grup pembaca: 926230149. Jika para pembaca memiliki saran atau masukan, dengan senang hati kami menerima koreksi Anda.
Ano trinta e um do reinado do Duque Xiang de Lu, nos arredores de Luoyi, capital do reino Zhou.
— Parem! Depressa, parem! Se insistirem em prosseguir, abriremos fogo!... —
Sob céus carregados de nuvens sombrias, em meio a trovoadas e chuva torrencial, misturavam-se os brados dos perseguidores ao estrondar abafado das rodas da carruagem sobre o caminho lamacento e desigual, logo abafados pelo ribombar dos trovões que vinham do horizonte.
Na boleia, um homem de aspecto marcial, presumivelmente um guarda, manejava as rédeas com fúria, lançando olhares inquietos para a parte traseira da carruagem.
No interior do veículo encontravam-se dois homens: um criado, sentado de lado, e, ao seu lado, deitado, jazia um jovem de dezessete ou dezoito anos, de feições esculpidas em alabastro, semblante nobre e belo. Mas, naquele momento, seu rosto estava lívido como o de um enfermo grave, mergulhado num torpor profundo de que não despertava, a boca murmurando palavras ininteligíveis para os ouvidos do guarda.
— Mestre... Alteza o Príncipe Herdeiro! Não... não faça isso... —
...
Após uma noite inteira de fuga desenfreada, o guarda, já exausto, teve a sorte de despistar os perseguidores graças à escuridão e ao labor da tempestade.
Quando o dia clareou, arrastando o corpo fatigado, o guarda conduziu a carruagem até a margem de um riacho. Estava prestes a molhar um pano para colocar sobre a testa do jovem, quando, de súbito, o até então inconsciente rapaz ergueu-se de chofre, o olhar tomado de assombro.
— Senhor... —
— Você... —
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